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Mapa da Economia Criativa de Porto Alegre - Fotografia: artigo de Cleiton Chiarel

Cleiton Chiarel é Diretor Executivo do INSPE – Instituto Soleil de Pesquisa e Educação, com sede em Porto Alegre. Neste artigo exclusivo para a Revista Sala de Fotografia, ele conta sobre os dados do mapeamento de Economia Criativa na capital gaúcha.


Adoramos o convite feito pela Sala de Fotografia para falarmos um pouco sobre Economia Criativa. Por meio do Instituto Soleil de Pesquisa e Educação - INSPE, realizamos o Mapa da Economia Criativa de Porto Alegre 2019. Seu objetivo é entender o perfil dos empreendedores e dos seus empreendimentos, suas necessidades, inspirações, valores e desafios ao empreender na sua área. Para isso, foram entrevistados 1000 empreendimentos e foram identificadas 21 áreas da Economia Criativa na capital, fotografia entre elas.


Entendemos que a Economia Criativa tem como principal recurso seus processos intangíveis, como criatividade, cultura e capital intelectual. Ela abrange uma diversidade de negócios, que vão desde artes e artesanato até arquitetura e desenvolvimento de softwares, muitas com interconexões e às vezes transitando entre mais de uma área.


Como já mencionado, uma das 21 áreas identificadas foi a fotografia. O gráfico mostra o perfil do profissional de fotografia mapeado em Porto Alegre. Algumas informações do estudo ajudam a entender melhor os desafios que os empreendedores enfrentam atualmente: 68% não possui acesso a linhas de financiamento, o que dificulta a capacidade de investimento no desenvolvimento do negócio. Apesar de 53% terem declarado possuir um curso de capacitação na área, quase 90% não tem fez nenhum curso de gestão ou administração, e 42% sequer tem um plano de negócios.


Por outro lado, o tempo médio de existência dos empreendimentos é acima da média, com 9 anos. Também é uma área com maioria feminina (58%), com idade média de 25 a 34 anos (37%) e ensino superior completo (37%).


Com o desenvolvimento das tecnologias digitais e massificação de outros dispositivos de criação de imagens fotográficas, como os celulares, muitas das demandas de trabalho em fotografia diminuíram e a área passa por uma redefinição, com a valorização do autoral, da experimentação e da edição de conjuntos de imagens que contem uma história, demonstrando que o trabalho em fotografia vai muito além do mero registro, sendo também uma atividade projetual.


Essa característica projetual vem se tornando mais evidente com a articulação de diversos coletivos criativos por profissionais da área de fotografia. Antes muitas vezes caracterizada como uma atividade solitária, a fotografia profissional e autoral vem cada vez mais assumindo um caráter de diálogo, tanto entre profissionais, como com o público por meio das diversas possibilidades de difusão e, principalmente, interação em sites, blogs e redes sociais.


Acreditamos no potencial de desenvolvimento econômico local por meio da criação de políticas públicas e de ações da sociedade civil. Voltaremos em uma próxima oportunidade trazendo outro recorte do Mapa para vocês.



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