Sala de Fotografia analisa: Go Image on Stage 2019

A fotografia tem a capacidade de transformar algo simples em mágica. E também pode registrar de uma forma poética um momento único, que vai ser guardado para toda a vida. Sim, a fotografia tem dessas nuances, e todos sabemos desta importância que as imagens adquiriram atualmente. Contudo, saber não significa traduzir isso para a sua fotografia. A busca de uma fotografia autoral é um caminho longo e que não tem uma linha de chegada para todos os fotógrafos. E essa temática foi uma das conduções do Congresso Go Image on Stage 2019: como ter uma fotografia única. E, nesta toada, o congresso trouxe não apenas fotógrafos para palestrar, mas oportunizou novas inspirações e ideias para os participantes. A terceira edição do evento mudou de casa: neste ano, esteve na Fabbrica, em Caxias do Sul, nos dias 7 e 8 de maio. E a Sala de Fotografia esteve por lá. Confira!


Alunos da Sala de Fotografia no Go Image 2019

Primeiros momentos

A primeira palestrante a subir ao palco do Go Image on Stage 2019 foi a fotógrafa Cris Santoro. Ela já tinha feito uma palestra cheia de emoção na edição de 2017 do evento. Cris falou sobre a necessidade de se conectar de verdade com seu cliente, em uma busca pela empatia para produzir retratos únicos.


“Se não tiver disposição de mergulhar em quem você é, não vai ter identidade na sua fotografia. Vão pra casa com essa pergunta na cabeça: como posso expressar o que quero dizer sem precisar falar nada?” Cris Santoro

Empatia também foi uma das chaves da fala de Eme Azevedo, o palestrante seguinte, que falou sobre a sua trajetória como videomaker.


“Meu ensaio é como um encontro entre amigos. A gente ri muito e conversa, sou muito sincero. Temos o mesmo propósito, a cliente e eu: fazer um vídeo incrível, então faço da forma mais leve possível. Preciso que ela confie em mim, que tá tudo bem, que ela pode ser quem ela é sem julgamento. E enquanto estamos conversando, já vejo como ela se move para ficar tudo mais leve, pois se pedir coisas que ela não quer ou não sabe fazer, ela vai se frustar, e eu também.” Eme Azevedo

O videomaker também incitou os participantes a nunca se contentarem com o raso na fotografia ou no vídeo. De acordo com Eme, se contentar com pouco nesta área é irresponsabilidade, já que as pessoas confiam nestes profissionais pra registrar algo muito importante na vida delas.


“Se quero que pessoas sintam emoções verdadeiras, mas produzo algo que eu não estou sentindo, quem assiste ao vídeo também não vai sentir. Antes eu produzia pro cliente, o que ele queria. Depois, percebi que eu tenho que me ver ali também. Ele ainda escolhe, mas eu me coloco ali porque eu estava lá também.” Eme Azevedo

A palestra de Eme trouxe uma história interessante de superação, pois ele já ouviu de chefes que não teria o perfil para ser videomaker, mas prosseguiu no seu sonho mesmo assim. Seu discurso na palestra foi bastante motivacional, o que trouxe uma carga emotiva ao que estava exibindo.


No intervalo desta palestra, a mediadora e também fotógrafa Vivi Tomas, ao lado do mediador Marcio Prestes, lembrou a plateia de algo muito importante: perceber que nem sempre a realidade dos palestrantes pode ser a sua também. Segundo Vivi, no passado, ela ia a eventos de fotografia e se frustrava, imaginando que nunca ia conseguir fazer assim também. Mas agora aprendeu a não se comparar, pois pensa: esta é a verdade deles, eu vou achar a minha. Ela tem razão: um congresso de fotografia jamais deve ser visto como um caminho único a ser seguido, mas sim como inspiração para a sua busca pessoal.


Criatividade

O Go Image on Stage seguiu com a palestra do fotógrafo Tomás Arthuzzi falando sobre como tirar ideias do papel e transformá-las em projetos reais. Isto porque Tomás é o responsável por muitas das imagens que vemos nas capas de revistas como Super Interessante e Galileu. Tomás deu uma verdadeira aula de como planejamento e improvisação andam juntos, ou seja, como boas ideias nascem no papel, mas depois precisam de jogo de cintura para lidar com imprevistos no estúdio. Suas fotos transmitem muita criatividade e imaginação, sendo inspiradoras também pelo domínio da técnica.


Namour Filho foi o palestrante seguinte, e mostrou um tipo diferente de criatividade: àquela necessária para se reinventar e continuar vivo no mercado de trabalho. O fotógrafo contou que começou a trabalhar neste ramo em 1994, com o seu pai. Explicou que na época de seu pai, quando se trazia uma novidade do exterior para a fotografia, poderia ficar cinco anos vendendo mais caro apenas com esta inovação. Mas agora não é mais possível, pois uma novidade hoje já pode ser apropriada por todos no dia seguinte.


“Será que estou virando um dinossauro? Quando comecei a me sentir assim, decidi não me entregar, fazer uma nova jornada. Hoje não me considero só fotógrafo, mas empresário e comunicador.” Namour Filho

Namour contou que então foi estudar para começar esta nova jornada. E assim compartilhou dados do que percebeu nestes estudos: se acredita que hoje uma criança de 7 anos tem o mesmo conhecimento de um imperador romano, que dominava o mundo na sua época. Ainda, até 2050 teremos uma nova classe de pessoas, que não conseguirão fazer nada, sem conseguir colocação no mercado de trabalho. Na sua área, ele aprendeu que a fotografia já está na lista das 25 piores profissões dos Estados Unidos. E que o sonho de viver da fotografia foi impulsionado pela crise: muita gente que perdeu emprego resolveu ser fotógrafo profissional. Alguns se prepararam, outros não, e muitos que só queriam seguir o sonho não perceberam que é uma profissão como qualquer outra. Muitos, inclusive, não venceram as dificuldades de administrar uma empresa própria, o que causou uma bagunça no mercado. Ao perceber tudo isso, Namour resolveu se inspirar em pessoas que deram certo, leu biografias de muitas profissões.


“Comecei a ver muitas palestras, e a conversar com muitas pessoas. Às vezes, eu ficava tímido e deixava de aproveitar oportunidades. Mas depois, pra quem elogiava meu trabalho, eu convidava pra um café no estúdio. E deu certo, empresários começaram a ir tomar café comigo. É só chamar, o medo paralisa muito as pessoas. E comecei a prestar atenção no que eles falam. Porque esses caras davam certo, então comecei a aplicar também.” Namour Filho

O fotógrafo contou que aprendeu com estes empresários a necessidade da criatividade, e ela é um exercício, como tudo na nossa vida. Pra ficar mais criativo, compartimentam seu dia, organizando seu tempo para cada tarefa. Eles se atém a uma agenda e fazem com que tempo renda.


“Não somos seres multitarefas. Seja uma alma inqueita e produtiva, fique insatisfeito, vá pra frente. Não se acomode. E alimente-se de coisas boas, o que você lê, ouve, assiste. Vocês cuidam das coisas que colocam pra dentro? A gente perde tempo com coisas inúteis. É preciso encher a nossa cabeça de coisas boas, aprender coisas que vão ajudar nossa carreira e futuro.” Namour Filho

Ele também contou que nesses estudos pra se reinventar, percebeu coisas muito boas deste nosso mercado atual, citando exemplos como o multiculturalismo: tem espaço pra todo mundo e todo tipo de gosto, que vem junto com a abertura de novos mercados. Além disso, temos conexões infinitas, estamos há apenas três níveis de qualquer conexão no mundo, e agora é possível falar com pessoas antes intocáveis. Para Namour, isto é impulsionado por redes sociais como o Linkedin, rede na qual ele consegue fazer muitos negócios. E ainda a oportunidade para acessar e gerir informações, pois quem tem mais foco nestes dois consegue ter mais chances.


“A visão para o negócio é muito importante. Tem um exercício da visão em quatro pontos: tenha generosidade, é preciso compartilhar conhecimento, amizade e atenção. Quando você menos espera, lá na frente você vai receber. É como se estivesse plantando algo bom. Tenha gratidão, não feche a porta, não brigue. Também vá com fé e resiliência, acredite em seus sonhos, mantenha-se firme. Não precisa ser o mais rápido, mas o mais persistente. Não precisa sair na frente, vá no seu ritmo, mas não desista. Todo projeto precisa de visão, porque tem um período de maturação e precisa ter paciência pra não desistir bem na hora que poderia dar certo. E, por último, você tem que correr riscos, se ficar sempre na zona de conforto esperando, não vai acontecer. Riscos calculados são importantes e é nessa hora que você consegue as coisas.” Namour Filho

O fotógrafo ainda sugeriu que metas específicas são importantes para alcançar o que se deseja. Atualmente, o multiculturalismo traz consigo a necessidade de nichos: quanto mais focado, mais ganha autoridade e se torna especialista. “Enxergue o macro, ataque o micro, não adianta atacar tudo”, salientou Namour. Ele ainda indica treinar vendas: não adianta ter a melhor técnica fotográfica se não souber vender.


“Histórias cativam, histórias vendem. Com história, você consegue vender qualquer coisa. E não é sobre fotografia, é sobre experiências. Como aumentar os fechamentos? Controle as emoções, não demonstre necessidade. Trabalhe sua captação, não desista do cliente, ligue um tempo depois mesmo pra quem não fechou.” Namour Filho

A palestra de Namour serviria não apenas para fotógrafos, mas para qualquer pessoa que tenta sobreviver neste mercado competitivo em todas as áreas no qual todos nós estamos inseridos. O caminho que ele aponta não é fácil nem único, e passa por muito estudo, atenção, foco e determinação. Mas assim o são os melhores palestrantes: eles indicam o caminho, mas sem conduzir a palestra por ele. Não é à toa que os textos mais populares na internet hoje são as listas: as dicas são um jeito rápido de aprender. Mas o que palestrantes como o Namour e como Tomás demonstram é que não existe um caminho fácil. Tudo passa pela construção do dia a dia, pelo suor do trabalho cotidiano, e pelo estudo para fazer tudo dar certo.


E isto se conecta também ao que disse o fotógrafo Lucas Lermen na sua palestra no Go Image on Stage. Lucas, que já havia participado do evento em 2017, reforçou que não se aprende as coisas com simples dicas. É preciso paciência para aprender, e não apostar no imediatismo ao ingressar na profissão.


“Me perguntam qual técnica foi usada em tal foto, porque ninguém mais quer pensar. E o pior é que tem professor que ensina dessa forma: 5 passos pra ter sucesso, 100 passos pra ser feliz. Se fosse fácil, todo mundo seria. Ensinam receita pra fazer a foto, e assim fica um monte de fotógrafos fazendo a mesma fotografia.” Lucas Lermen

Para Lucas, a receita para fazer uma fotografia única – pois quanto mais autêntica, mais valor agregado no trabalho – passa por um processo de autoconhecimento. Mas também por muitos outros fatores.

“O que te impede de chegar numa foto única? Falta de técnica. Depois que automatiza técnica, sua mente fica livre pra criar. Você pode dizer que técnica não importa depois de dominar ela e saber o que não serve para o seu trabalho. Outra coisa que te impede de chegar numa foto única são as crenças limitantes. Tudo que estudamos vai nos colocando na caixa, e cabe a nós não reproduzir. As principais crenças são: passei da idade, não sou qualificado, tenho medo de errar, eu não consigo, é tarde demais. Sou assim não consigo mudar, falta de tempo, não há nada que possa ser feito.” Lucas Lermen

O fotógrafo lembrou também que é importante seguir outras referências, outros hobbies, para compor a sua fotografia.


“A sorte é importante, mas vai encontrar a gente trabalhando. O potencial da fotografia que você faz está relacionado com o quanto você arrisca. É importante correr riscos, pois ele pode te levar muito mais longe. Não é na primeira vez que disserem que não é bom que a gente vai desistir. Nunca deixe de ouvir a sua intuição. Procure outras referências que vão além. Se quer que foto transmita o que tá acontecendo lá, tem que estar vivendo o que tá acontecendo, sentindo o cheiro, e fazendo parte da festa. Se só seguir fotógrafo de casamento como referência, só vou fazer igual. Inspiração igual a motivação. O que realmente te faz feliz?” Lucas Lermen

Fotografia de família

O Go Image On Stage iniciou seu segundo dia com o fotógrafo Saimon Campos falando sobre fotografia de parto. Ele mostrou o seu trabalho e explicou à plateia as diferentes nuances do processo, desde a burocracia para conseguir entrar em hospitais, até a preparação psicológica pra acompanhar o momento. Saimon já registrou mais de 250 nascimentos, e aprendeu que são necessários muitos cuidados, como estar à disposição durante longas horas (no caso de parto normal), não fazer barulho e não interferir na cena.


“Na fotografia de parto, não se trata só de fotografia. São ambientes muito diferentes do que estamos acostumados. Este tipo de fotografia tem um impacto muito grande. É uma fotografia muito intimista, eles se abrem pro melhor momento da vida, mas é uma fase que transforma não só homem e mulher mas também a família. Eu procuro fotografar para o filho, pra mostrar pra ele como estavam o pai e a mãe no dia de seu nascimento. Os filhos vão ter muitas fotos deles depois, mas não dos pais. Quero mostrar o quanto a mãe se doou, se dedicou pra que esse momento acontecesse.” Saimon Campos

A fotografia de parto surge com muita força no cenário atual, e foi interessante perceber que a Go Image trouxe este nicho para o seu congresso. Já havíamos acompanhado palestras sobre o assunto na Feira Fotografar em São Paulo no mês anterior. É uma fotografia que promete muita área de atuação, possibilitando ao fotógrafo registrar desde o ensaio gestante, até newborn e as festas infantis. Todo ramo da fotografia exige estudo e dedicação, mas a fotografia de parto exige também preparo emocional. Saimon está certo, em sua palestra, ele orientou quem quer seguir nesta área a também estudar um pouco de medicina, além da necessária técnica fotográfica.


A palestra seguinte do Go Image on Stage também trouxe outro nicho da fotografia: a de newborn, mas de um jeito surpreendente: ao ar livre. A fotógrafa Fer Sanchez mostrou seu trabalho e explicou a plateia como ela torna estas fotos possíveis, mas sempre com muitos cuidados: só sair quando a temperatura está entre 27 e 32 graus, utilizar bolsas térmicas e cuidar com vento em excesso ou insetos.

Estilo

A tarde no Congresso Go Image on Stage trouxe um assunto que fugia da fotografia, mas que tem tudo a ver com ela: moda e cores. Cris Carvalho falou sobre as conexões de cores, formas e estilos com a fotografia. A consultora de estilo começou explicando que a roupa é a maior comunicação verbal que existe, e que a cor escolhida comunica muito sobre quem se é.


“Uma pesquisa indica que, se usamos algo que não gostamos, ficamos 30% mais cansados no fim do dia. A cor fala muito da gente. Você pode estar quieto, mas a sua roupa está falando. Vocês, fotógrafos, trabalham com comportamento humano, então tem que entender de humano acima de tudo.” Cris Carvalho

Cris então descreveu os estilos universais, tais como romântico, borrô, dramático, sensual, sofisticado, criativo. De acordo com sua explicação:


- estilo romântico: não tem nada a ver com leveza. Os românticos tem o seu gestual muito próximo ao rosto, como se estivessem contemplando. Não são nada fracos, são uma tempestade de emoções. Linhas arredondadas e horizontais. Adoram preto, e o corpo está sempre em movimento e em contato com a natureza. Ser do rock, por exemplo, é romântico.

- estilo borrô: nômade, viajante, sapatos em tons terrosos, mochila. As pessoas deste estilo não costumam ser pontuais. Gostam de coisas simples, naturais, que abracem seu corpo. Vivem o momento, e precisam ter lembranças muito fortes, como se fosse viajantes em suas próprias vidas.

- estilo dramático: se interliga com o gótico - sempre tem algo que lembre algo de pontiagudo. Pessoas deste estilo costumam contar dramas, e têm personalidade exagerada, intuitiva e religiosa. No look total black, por exemplo, tem muita dramaticidade.

- estilo sensual: seu corpo é seu templo, seus cabelos sua arma de sedução. Seus gestos é seu poder. O elemento da sensualidade é mais pontiagudo.


Em sua envolvente palestra, a consultora ainda explicou os significados das cores.


Branco - perfeccionista e único. Estamos vivendo um momento de exaltação do branco, na arquitetura, no vestuário, nas artes. É uma cor de abertura para renovação, e de leveza.

Vermelho - é velocidade. Luxo. Vivavidade. O bordô pode ser usado por quem é mais sofisticado.

Rosa – representa sempre o amor. Ele é terno, quente, amoroso e fervoroso.

Amarelo - transmite muita ansiedade. É a primeira cor que se nota. Fala de força, é a cor dos perfeccionistas, da impaciência.

Laranja – é uma cor importante. É uma cor de anfitriões, da natureza. Quando quer que pessoas se aproximem de você, use tons terrosos. O laranja gosta de toque de carinho.

Marrom – sábio, que representa grandiosidade e humildade. Terno e generoso.

Azul - é a cor que as pessoas mais amam. Cor de democracia, de compartilhamento, relembra que o céu é igual pra todos nós. É fiel, seguro. Nos equilibra.

Verde – é a cor da comunicação. Lembra as árvores, que farfalham. Nos faz falar, é uma cor da renovação.

Roxo – para se conectar com a alma. Cor de equilíbrio, da criatividade, que faz o processo criativo funcionar mais rápido.

Cinza - é cor de neutralidade e elegância. Dá equilíbrio e distanciamento sem perder a sofisticação.

Preto - sofisticação, pode ser posicionamento ou capa de proteção. Preto é força.


Saber sobre cores e estilos, de fato, é fundamental para qualquer fotógrafo. Fotografia é escrever com a luz, e luz significa cor. Este conhecimento pode ser utilizado não apenas para ensaios fotográficos, mas para a captura de qualquer imagem, seja ela comercial ou autoral. Cores e estilos são as formas como vemos o mundo, e são parte de como podemos nos conectar a ele. A palestra de Cris trouxe outra área de encontro a fotografia, e a partir disso nos leva a outros nichos de interesse e de aprendizado.


Retratos da infância

Uma das últimas palestras do evento Go Image on Stage trouxe inspirações com novas referências para a fotografia de infância. Maria del Valle, odontóloga de profissão, veio da Argentina para mostrar fotos que registra de suas filhas, que lembram um verdadeiro conto de fadas. Ela contou que começou a fotografar quando se perguntou o que realmente gostaria de fazer, depois de cumprir todas as expectativas de sua família. Para Maria, a foto é uma forma de expressão, e não de ganhar dinheiro – apesar de, às vezes, se envolver em projetos para algumas marcas.


“Eu invento contos e histórias para as crianças que fotografo, para elas se envolverem, e haver emoções reais, apesar de as fotos serem dirigidas. Pra fazer foto harmoniosa, é necessário vê-la antes de clicar, planejar. E esperar que a mágica aconteça. Ter paciência pra um vento passar, pro cachorrinho ficar quieto. Se quiser que já saia perfeito, não vai começar nunca. Não espere o momento exato, só comece dando o primeiro passo.” Maria del Valle

As fotos de Maria del Valle são sensíveis retratos de infância, que realmente devem reproduzir os livros românticos que ela diz ter lido – comprovando que tudo conta na hora de realizar uma fotografia única. Maria afirmou que a câmera tem a capacidade de transformar em mágico algo simples e é exatamente o que ela consegue fazer com suas lindas fotos e locações. O momento da palestra de Maria foi de enlevo para a plateia, uma forma de expandir os horizontes. É fundamental que os fotógrafos possam ter acesso a outras áreas, buscar inspirações de outras formas.


Conclusões

Os dois dias do congresso tiveram ainda outros palestrantes, como Robison Kunz, que falou sobre direção de pessoas na fotografia. Paulo Moraes falou sobre fotografia de gestantes, e Marcio Ballas sobre improviso e criatividade. Patricia Ribba foi outra atração internacional do congresso, e veio do Uruguai para falar sobre sua fotografia e personalidade. Também do Uruguai, Mika Alvarez falou sobre a marca de um fotógrafo.


O Go Image on Stage, nesta sua terceira edição, cresceu muito, e se tornou um evento internacional. Mas cresceu ainda mais em diversidade, e em nível de palestrantes, com palestras com um bom embasamento. Mesmo as palestras mais tutorias, se não interessavam pra um público mais experiente, eram importantes para os iniciantes na profissão. Na conclusão do primeiro congresso da Go Image, em 2017, destacamos a necessidade de nos eventos futuros haver uma diversidade ainda maior de temas e de discussões sobre a fotografia também em um âmbito filosófico e teórico, para além do comercial. Agora, em 2019, percebemos que a organização tem pensado também neste sentido, trazendo palestrantes com outros temas e reflexões. O congresso se consolida, assim, como uma importante fonte de conhecimento e inspiração para todos os fotógrafos de Caxias do Sul e região.

Texto: Sabrina Didoné (jornalista - 0018277/RS) e Liliane Giordano (mestre em Educação: arte, linguagem e tecnologia)

Fotos: Liliane Giordano

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