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2016 @Sala de Fotografia - Caxias do Sul

 

Social

A Sala de Fotografia envolve-se com diversos projetos de cunho social. O ensino da fotografia é expandido a crianças de baixa renda em escolas.

A professora de fotografia Liliane Giordano ministra como voluntária oficinas de fotografia em escolas e ONG`s de Caxias do Sul e região, atuando na alfabetização visual de crianças de todas as idades.

Ainda, há 14 anos, a diretora da Sala de Fotografia, Liliane Giordano, desenvolve uma campanha de arrecadação de brinquedos para crianças da Escolinha Nosso Amiguinho, do Bairro Esplanada, em Caxias do Sul. Liliane também atuou como voluntária por 3 anos no Projeto Florescer, da empresa caxiense Randon, que ensinava práticas fotográficas a adolescentes de 12 a 14 anos. 

Projeto reconhecido pela Unesco

Um marco importante na história da Oficina de Fotografia, da Sala de Fotografia, ocorreu em 2012, por meio do projeto intitulado “Educação do Olhar” em parceria com a ONG: Associação Criança Feliz, que promove ações para a melhoria da qualidade de vida de crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social, em Caxias do Sul. Esse projeto foi reconhecido pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, juntamente com o projeto Criança Esperança.

Um dos propósitos do projeto foi oportunizar a experiência com a fotografia, pois na periferia o acesso às imagens fotográficas familiares era restrito. Sabe-se que é importante haver um registro da história das pessoas e de seu passado.

Assim, possibilitar às crianças da periferia a produção de imagens fotográficas que lembrassem o seu referencial familiar e contexto social pôde contribuir para que houvesse uma identificação com a sua imagem e autoimagem.

A disseminação da fotografia digital favoreceu para que essa tecnologia chegasse ao acesso de todos, inclusive das classes menos favorecidas. As famílias mais carentes passaram a ter a possibilidade de realizar registros fotográficos. Por isso, educar e incluir as crianças nesse “mundo visual” foi imprescindível.

Esse projeto, realizado com as crianças, portanto, foi de extrema importância para a vida delas, pois permitiu que conhecessem, reconhecessem e representassem sua própria história a partir de imagens fotográficas.

Exposição fotográfica

Antropologia do Olhar

Local: Associação Criança Feliz

Data: Outubro de 2017

A fotógrafa Liliane Giordano iniciou a escola de fotografia – Sala de Fotografia -  com o intuito da educação visual. Preocupada com a iniciação das crianças nesse universo, Liliane desenvolveu diversos projetos ligados à infância e a imagem na cidade de Caxias do Sul. Dentre eles, um dos mais representativos é o que se destaca nesta exposição fotográfica “Antropologia do Olhar”.

 

Um marco importante nestes 10 anos da Sala de Fotografia ocorreu em 2012, por meio do projeto intitulado “Educação do Olhar” em parceria com a ONG: Associação Criança Feliz, que promove ações para a melhoria da qualidade de vida de crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social, em Caxias do Sul. Esse projeto foi reconhecido pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, juntamente com o projeto Criança Esperança.

Um dos propósitos do projeto foi oportunizar a experiência com a fotografia, pois na periferia o acesso às imagens fotográficas familiares era restrito. Sabe-se que é importante haver um registro da história das pessoas e de seu passado. Conforme Susan Sontag:

 

Por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma – um conjunto portátil de imagens que dá testemunho da sua coesão. Pouco importam as atividades fotografadas, contanto que as fotos sejam tiradas e estimadas. A fotografia se torna um rito da vida em família exatamente quando, nos países em industrialização na Europa e na América, a própria instituição da família começa a sofrer uma reformulação radical. [...] Um álbum de fotos de família é, em geral, um álbum sobre a família ampliada – e, muitas vezes, tudo o que dela resta.

Assim, possibilitar às crianças da periferia a produção de imagens fotográficas que lembrassem o seu referencial familiar e contexto social pôde contribuir para que houvesse uma identificação com a sua imagem e autoimagem.

A disseminação da fotografia digital favoreceu para que essa tecnologia chegasse ao acesso de todos, inclusive das classes menos favorecidas. As famílias mais carentes passaram a ter a possibilidade de realizar registros fotográficos. Por isso, educar e incluir as crianças nesse “mundo visual” foi imprescindível. Segundo Guran (2008, p. 110):

a “inclusão visual” dos menos favorecidos no universo de produção da imagem – pelo menos da sua própria imagem – é urgente, ainda que essa prática fotográfica se faça com câmeras sem lentes (pinhole) ou aparelhos rudimentares baratos e descartáveis. [...] Isso significa estender a todos o direito a sua própria imagem, o que aliás, veio com a invenção da própria fotografia, que permitiu aqueles que não tinham rosto na representação da vida social pela pintura, até meados do século XIX, de se transformarem em sujeitos da representação da sua própria história. 

Esse projeto, realizado com as crianças, portanto, foi de extrema importância para a vida delas, pois permitiu que conhecessem, reconhecessem e representassem sua própria história a partir de imagens fotográficas. Contribuiu assim para fortalecer as relações entre arte e a infância. Desta forma, a partir da educação se contribui para o exercício da diversidade, o diálogo e a construção e difusão do conhecimento. A arte é potencialmente capaz de gerar engajamento e transformações sociais, intelectuais e emocionais positivas a todos.